O rompimento
Na noite de 21 de maio de 1968, quem morava nas margens ouviu um grande estrondo: a água rompeu e desceu rumo ao mar, levando pela frente o que encontrava. No cordel de Danilo Cordeiro, a versão da comunidade é clara — foram as dunas que não suportaram o peso de tanta água.
No dia seguinte, a notícia se espalhou: a lagoa tinha estourado. Sobraram lamentos — gente sem casa, sem plantas e sem animais, e o peixe, ali, não tinha mais. Foi uma perda que ficou marcada na memória dos moradores e passou a ser contada de geração em geração.
Ouvia-se um grande estrondo,
era a lagoa que iria
descendo rumo ao mar